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SFH até R$ 2,25 milhões: novas regras de financiamento imobiliário impactam quem busca comprar imóvel

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SFH até R$ 2,25 milhões: novas regras de financiamento imobiliário impactam quem busca comprar imóvel

Nesta sexta-feira, 10 de outubro de 2025, o governo federal divulgou uma importante atualização nas regras de financiamento imobiliário no Brasil. A medida, que entra em vigor hoje, visa ampliar a oferta de crédito e altera pontos essenciais para quem planeja comprar apartamento ou está de olho nas casas à venda em Belo Horizonte.

Diante da relevância do anúncio, a equipe da Morada preparou este guia sobre os novos caminhos para a compra de imóveis em BH.

O contexto da mudança: a questão da poupança

A principal motivação para a reforma do sistema de crédito foi a contínua redução de saldo na caderneta de poupança. Historicamente, essa era a maior fonte de recursos para os bancos oferecerem financiamentos.

Com a disponibilidade de investimentos mais rentáveis, observou-se uma migração de recursos para fora da poupança. Essa tendência de longo prazo sinalizou a necessidade de criar um modelo mais sustentável para garantir a continuidade do crédito no setor.

Aumento do teto do SFH: imóveis até R$ 2,25 milhões

O benefício mais direto é o aumento no limite do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a modalidade de crédito com as taxas de juros mais baixas do mercado, limitadas a 12% ao ano mais TR. O teto, que era de R$ 1,5 milhão, salta agora para R$ 2,25 milhões.

Na prática, um apartamento de alto padrão em Belo Horizonte com valor de R$ 1.800.000 até ontem não se qualificava para o SFH. A partir de hoje, ele passa a ser elegível. Isso permite que o comprador tenha acesso a um financiamento com juros mais baixos, tornando a aquisição de um imóvel nesta faixa de valor muito mais viável.

Mais crédito disponível para o mercado de imóveis

Para sustentar essa medida, o governo alterou a forma como os bancos utilizam os recursos. Foi criado um novo mecanismo de incentivo: para cada real que um banco empresta para o mercado imobiliário usando recursos captados no mercado, como LCIs, ele ganha o direito de usar um valor equivalente dos depósitos de baixo custo da poupança em outras operações mais lucrativas.

Consequentemente, haverá maior liberação de recursos para o mercado, através da eliminação gradual do depósito compulsório, regra que obrigava os bancos a reter 20% dos recursos da poupança. Essa mudança tem o potencial de injetar até R$ 150 bilhões na economia. A transição é gradual e está prevista para durar até janeiro de 2027, mas um primeiro passo já foi dado, liberando imediatamente cerca de R$ 20 a R$ 25 bilhões para o crédito imobiliário.

Além disso, para garantir que esse novo volume de crédito beneficie um público amplo, ficou estabelecido que 80% dos financiamentos concedidos sob o novo modelo deverão seguir as condições do SFH.

O impacto para o mercado de imóveis em Belo Horizonte

A combinação de um teto mais alto com mais dinheiro disponível no mercado cria um ambiente favorável para o mercado imobiliário de Belo Horizonte. A expectativa é de aquecimento na procura e maior liquidez para imóveis em BH. Na prática, a busca por um apartamento à venda na capital se torna mais estratégica, com mais imóveis de alto padrão se enquadrando nas melhores condições de crédito.

Este é um momento chave para o planejamento de compradores e deve impactar as transações imobiliárias de Belo Horizonte. As mudanças no financiamento abrem portas, mas exigem análise para que as melhores decisões sejam tomadas.

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